Noivos por três anos, eu acreditei que Lorenzo — o homem que levou uma bala por mim — era a minha salvação. Até aquela noite, depois de brincar comigo no carro, ele me jogou como lixo no território da gangue rival. Os três anos de devoção foram pura encenação. Para proteger sua suposta "cunhada" Sophia, ele roubou meu remédio de gravidez, me fazendo bater na mesa e perder o bebê. Para descontar por Sophia, ele me trancou num tanque de água num clube subterrâneo e deixou todos darem lances: "A Santa da Casa Valenti, a partir de um dólar." Meu coração morreu. Estilacei o vidro, agarrei a mão de Antonio, seu arquirrival, encharcada de sangue: "Me leve daqui. Eu te ajudo a matá-lo." Quando voltei, uma datura negra estava tatuada no meu lombar. Lorenzo se ajoelhou e implorou para eu voltar para casa. Puxei minha lâmina e cortei sua carne: "Este corte é pela criança que você matou."