A luz verde acende e na areia só restam ofegos. 456 e 218 se abraçam apertado sob a árvore seca — não para vencer a prova, mas para apostar medo e desejo diante do olhar da boneca gigante. O agasalho verde é rasgado, o número ainda colado ao peito, mas o corpo já se rendeu antes. Do beijo sob a árvore ao enlace na areia; do toque, do engolir, ao coito completamente nus. A regra de luz vermelha, luz verde ainda vale, mas eles, nas frestas da regra, reescrevem "sobreviver" como "agora queremos um ao outro". No fundo do trigal, 199 tira o uniforme, observa de longe e também se deixa envolver. A respiração dos três, o cascalho e as espigas de trigo